Ecossistemas
brasileiros
Floresta Amazônica
A floresta amazônica cobre parte do
Brasil, indo além do país. Com chuvas abundantes e frequentes, o ecossistema
possui uma flora exuberante com diversas espécies de plantas como a
seringueira, o guaraná e a vitória régia, além de ser habitada por muitas espécies
distintas de animais, como o boto, a arara, o peixe-boi e o pirarucu.
Atualmente o ecossistema apresenta 1,5 milhão de espécies de vegetais já
identificadas por cientistas.
Mata Atlântica
Antigamente, a Mata Atlântica cobria
cerca de 12% do território brasileiro, mas com a grande quantidade de
desmatamentos, sobram apenas 9% de sua extensão original. Com rios
importantíssimos para a economia e para o meio ambiente, a região acabou sendo
poluída, assim como seus rios. A formação vegetal é, também, diversificada e
heterogênea, podendo apresentar três tipos de florestas distintos que, apesar
de serem diferentes em sua composição e aspectos florísticos, guardam alguns
aspectos comuns. Existem em torno de 800 espécies de aves, 180 de anfíbios e
131 de mamíferos na região, incluindo quatro espécies de mico-leão exclusivas
desse ecossistema.
Cerrado
O cerrado apresenta árvores pequenas
de troncos torcidos e recurvados em meio a uma vegetação rasteira e rala. A
vegetação é composta por espécies como o barbatimão, pau-santo, gabiroba,
pequizeiro, entre outros, e abaixo dessas árvores, existem ainda diferentes
tipos de capim – que chegam a uma altura em torno de 2,5 m. Existem
algumas espécies de animais como lagartos, onça pintada, buriti, lobo guará e tamanduá-bandeira,
por exemplo.
Caatinga
Com pouquíssima umidade durante o
verão, a região possui como plantas os cactos, cajueiros e juazeiros. As
plantas nessa região se adaptaram para proteção contra a falta d’água,
possuindo, muitas vezes, armazenamento de água, como as barrigudas, de forma a
se preparar para o período de seca. É uma extensa região do nordeste brasileiro
e, quando chove, a região possui muita vegetação. Os animais, como a ema, preá,
mocó e camaleão, permanecem magros durante os tempos de seca, mas restabelecem-se após esse período.
Campos
Também conhecidos como pampas, a região é composta por formações
edáficas, e não climáticas. A vegetação apresenta um tapete herbáceo baixo,
chegando a até 1 m de altura, além de ser pobre em espécies. Predominam as
gramíneas, compostas e leguminosas. Atualmente as vegetações são consumidas
para o pastoreio sem preocupações com sua manutenção. Além disso, são características
desse ecossistema o cultivo de arroz, milho, trigo e soja.
Pantanal
O pantanal é uma área de inundação
contínua, sendo o Pantanal Mato-grossense a maior planície de inundação
contínua do planeta, de acordo com a Comissão Interministerial para Preparação
da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – SI/PR,
1991. A região é uma área de transição e, por isso, apresenta um grande mosaico
de ecossistemas terrestres. A degradação desse ecossistema se dá por meio do
garimpo de ouro e diamantes, caça, pesca, turismo e agropecuária predatória, além da construção
de rodovias e hidrelétricas.
Vegetação litorânea
A vegetação possui biodiversidade
grande, tanto nas restingas quanto nos manguezais. São grandes também as
variedades em espécies de animais crustáceos, peixes e aves. Típicas do litoral
brasileiro, os ecossistemas dessa categoria abrigam animais como coruja-buraqueira,
maria-farinha, besourinho-da-praia e perereca, além de caranguejos – nos
mangues. Entre as plantas encontramos a Sumaré, açucena, bromélias, cactos e,
nos manguezais, as famosas árvores com raízes escoras, pois são capazes de
fixar-se em solo lodoso.